quinta-feira, 31 de março de 2011

CADEIRINHA DE COSTAS PARA O MOTORISTA DEIXA A CRIANÇA MAIS SEGURA.

Transição da cadeirinha voltada para trás para a virada para frente deveria ocorrer quando a criança complea 2 anos

Os bebês normalmente passam de cadeirinhas para automóvel voltadas para trás para as viradas para frente depois de fazer um ano, acontecimento que muitos pais comemoram como uma conquista. Porém, em uma nova declaração de recomendações, o mais importante grupo de pediatras dos EUA diz que essa transição deveria ser feita um ano mais tarde.

A recomendação da Academia Americana de Pediatria, publicada em 21 de março, baseia-se num estudo de 2007 da Universidade da Virginia que descobriu que crianças de até 2 anos têm 75% menos chance de sofrer lesões graves ou fatais num acidente se estiverem de costas para a dianteira do automóvel.

"A cabeça do bebê é relativamente grande em proporção ao resto do corpo e os ossos do seu pescoço são estruturalmente imaturos", disse o principal autor da declaração, Dennis R. Durbin, codiretor científico do Centro de Pesquisa e Prevenção de Lesões do Children's Hospital da Filadélfia. "Se ele estiver virado para a traseira, seu corpo inteiro será mais bem amparado pela estrutura do assento. Quando ele está de frente, seus ombros e tronco podem estar bem presos, mas numa batida violenta a cabeça e o pescoço podem ser lançados para frente".

A nova declaração também recomenda que crianças mais velhas andem num assento de elevação até ter aproximadamente 1,45 metro de altura e entre 8 e 12 anos. O assento de elevação permite que os cintos de segurança de três pontos se ajustem adequadamente, o que significa que a faixa inferior do cinto se ajuste embaixo na linha dos quadris e da pélvis e a parte do ombro passe pelo meio dos ombros e do peito.

"Nossas recomendações se destinam a ajudar os pais a abandonar conceitos tomados como verdadeiros baseados na idade da criança", esclareceu Durbin.

"Queremos que eles percebam que a cada mudança feita, da cadeirinha virada de costas para a cadeirinha virada para frente e desta para o assento de elevação, há uma redução da segurança da criança. Por isso é que estamos insistindo com os pais para adiarem essas transições o máximo possível".

Defensores da segurança aplaudem a nova política, mas dizem que a passagem dos assentos virados para trás para os virados para frente é a que os pais menos querem adiar. "As pessoas comemoram quando viram a cadeirinha do filho com um ano, mas espero que um dia eles comemorem por conseguir manter a criança virada para trás por muito tempo", disse Debbi Baer, enfermeira obstétrica de Baltimore que é defensora da segurança de crianças em automóveis há mais de 30 anos.

A política anterior da Academia, de 2002, afirmava ser mais seguro para bebês e crianças pequenas ficarem virados para a traseira e mencionava 12 meses e 9 kg como os requisitos mínimos para que a cadeirinha fosse virada para frente. Mas Baer, técnico habilitado em segurança de passageiros infantis, afirmou que os pais tendiam a adotá-la como uma regra imutável.

"Muitos pais acham que virar a cadeirinha do carro é mais um marco no desenvolvimento da criança que mostra o quanto seu filho é inteligente e avançado. Eles não percebem que isso deixa a criança menos segura", afirmou.

Segundo Baer, evidências de outros países são irrefutáveis: a Suécia, por exemplo, onde as crianças andam olhando para a traseira do carro até os 4 anos, tem a menor taxa de mortalidade nas estradas para menores de 6 anos.

Há sete anos Ed Weissberg e sua mulher Edda, de Baltimore, seguiram o conselho de Baer e afirmam que salvaram a vida de sua filha, Renana.

O casal e seus três filhos estavam indo em direção ao norte na rodovia Interstate 95 quando foram atingidos por um carro que teve o pneu estourado.

A minivan decolou no ar, planou sobre três faixas de trânsito e aterrissou de cabeça para baixo.

"Os socorristas me disseram mais tarde, depois que viram nosso carro, que já estavam prontos para tirar nossos corpos", disse Ed Weissberg, que agora vive com a família em Israel. Ao invés disso, eles encontraram a família toda praticamente ilesa, com as três crianças penduradas de ponta-cabeça, ainda atadas seguramente a suas cadeirinhas. "Algumas pessoas achavam que éramos loucos por deixar nossa filha de 2 anos olhando para trás, mas se ela estivesse de frente, não estaria viva hoje", disse.

Alisa Baer, pediatra do Morgan Stanley Children's Hospital em Nova York (e filha de Debbi Baer), afirmou que o caso de Renana Weissberg está longe de ser o único. "O termo é horrível, mas os socorristas chamam a cadeirinha virada para trás de 'cadeira do órfão' porque num acidente de automóvel grave, essa criança com frequência é o único sobrevivente", disse.

Até recentemente, a maioria dos assentos que podiam ficar virados para a traseira do carro não comportava crianças que pesassem mais do que 9 kg.

Entretanto, hoje os limites estão mais próximos de 13,5 a 16 kg e algumas chegam a 20,5 kg.

Alisa Baer acredita nisso tão firmemente a ponto de não recomendar que pais instalem um assento voltado para frente para uma criança com menos de 2 anos. "Digo para eles: 'Se você quer mesmo tomar uma decisão estúpida em relação ao seu filho, você até pode fazer isso, mas eu não vou ajudar'". A pediatra relata que pais frequentemente lhe diziam que os filhos de 2 anos ficariam desconfortáveis com as pernas espremidas contra o encosto do banco e estariam mais propensos a quebrá-las em um acidente. Nenhuma dessas afirmações é verdade, disse. "Eu sempre asseguro aos pais de que só porque para eles parece desconfortável não significa que seja desconfortável para a criança".

Fonte:  BOL Notícias

terça-feira, 29 de março de 2011

O CERTO E O ERRADO NO USO DOS PNEUS.

Engenheiro lista as situações erradas mais comuns flagradas pelas ruas e indica o certo a fazer em cada situação

Basta apenas um pouco de atenção e poucos minutos de observação pelas ruas e logo é possível notar muitas irregularidades no uso dos pneus. As situações são das mais diversas: desde pneus off-road sendo utilizado em cidades, até pneus visivelmente “carecas” rodando pelas ruas. 

O engenheiro da Bridgestone Firestone, José Carlos Quadrelli, mostra as situações mais comuns flagradas pelas ruas e indica o certo e o errado em cada situação. Uma recomendação muito importante é a verificação periódica do indicador de desgaste da rodagem - TWI (Tread Wear Indicators). Este indicador existente em todo pneu mostra o momento certo para efetuar a troca, reduzindo o risco de rodar com o pneu careca.  

Desgaste do pneu

A primeira indicação é que o pneu esteja em boas condições e atendendo ao limite de desgaste através da indicação TWI. O pneu abaixo do índice TWI é considerado “careca”. No exemplo abaixo, o TWI foi ignorado há muito tempo, provocando uma alta exposição do usuário deste veículo a acidentes. 

O engenheiro Quadrelli recomenda fortemente que todo usuário identifique a marca do TWI e controle o desgaste do pneu. “Um pequeno cuidado como este, poderá significar a diferença entre sofrer ou não um acidente”, avisa Quadrelli. 

Certo: Obedecer à indicação do pneu (TWI). 

Errado: Rodar com o pneu careca.


Divulgação/Bridgestone
Pneu com necessidade de troca urgente

Pressão/calibragem de pneu

Um dos primeiros equívocos encontrados nas ruas são os pneus com calibragem inadequada. O uso da pressão correta no pneu garante a melhor dirigibilidade e o aumento da vida útil do pneu. 

“O proprietário do carro fotografado com um pneu com baixíssima pressão (note o outro pneu, aparentemente com a pressão correta) não deve ter o hábito de calibrar os pneus regularmente, o que levará a um desgaste prematuro e irregular do pneu, além da redução da estabilidade e aumento de risco de maiores danos à carcaça”, informa Quadrelli. 

Certo: Verificar a pressão, no mínimo, duas vezes ao mês, antes de viajar e sempre que houver alteração na carga. 

Errado: Pressão abaixo do recomendado pelo fabricante do veículo.

Divulgação/Bridgestone
Carro com um dos pneus baixos

Especificação do fabricante

A alteração do pneu original do veículo por pneus maiores e ou diferentes das indicadas pelos fabricantes dos veículos causa problemas de desgaste, dirigibilidade e, muitas vezes, até mesmo, risco de cortes no pneu caso o pneu “arranhe” na lataria do veículo. O pneu usado pelo fusca “envenenado” da foto, poderá gerar problemas de estabilidade e avarias na suspensão. 

Certo: Obedecer à especificação do fabricante. 

Errado: Pneu não especificado para o veículo (medida, tipo, índice de carga e de velocidade, etc..).

Divulgação/Bridgestone
Pneu de carro “envenenado”, largo, fora da lataria

Pneu off-road X pneu para cidade

A utilização de pneus off-road em cidades, ou mesmo, vice-versa, pode trazer inúmeros danos aos pneus, além de provocar maior consumo de combustível e reduzir a vida útil do pneu. 

No caso de pneus off-road com ranhuras grandes em carros para cidades, há a diminuição da área de contato/diminuição da ação de frenagem, aumento de ruído, desgaste irregular. No caso de pneus para cidades (street) usados em trilhas, ocorre a falta de tração, avarias na rodagem (cortes, picotamentos, arrancamentos). 

“Obviamente, ninguém está impedido de rodar com pneus inapropriados para um determinado piso, mas é importante que o consumidor entenda as perdas e os riscos que isto trará ao pneu e à segurança dos ocupantes do veículo”, comenta Quadrelli. 

Certo: Pneu adequado ao uso principal. 

Errado: Usar tipo de rodagem inadequada para a condição de uso do veículo (asfalto, terra, etc..).

Divulgação/Bridgestone
Veículo com pneu grande (off-road) rodando no asfalto

Pneus do mesmo tipo

Na substituição de um pneu furado, ou mesmo, de um pneu que já está desgastado, é fundamental se instalar o mesmo modelo e marca de pneu em um mesmo eixo. Isto porque todos os modelos de pneu são diferentes um do outro, apresentando uma construção e disposição de lonas bastantes distintas, para atender às necessidades específicas determinadas pelo fabricante. 

O Gerente da Engenharia de Vendas da Bridgestone Firestone, informa que “utilizar pneus diferentes no mesmo eixo poderá provocar um desgaste irregular, além de comprometer a estabilidade em situações críticas”. 

Certo: Na troca, no mínimo, montar modelos iguais no mesmo eixo. 

Errado: Pneus diferentes no mesmo eixo.

Divulgação/Bridgestone
Carro usa pneus claramente diferentes no mesmo eixo

Pneus novos no eixo traseiro do veículo

Contrariando uma prática comum, os pneus mais novos devem ser instalados sempre no eixo traseiro, e não na frente. Isto porque testes demonstraram que o risco de um acidente pela perda de aderência dos pneus traseiros é sempre maior. 

“A perda de aderência nos pneus dianteiros é sempre mais controlável pelo motorista, que pode utilizar o volante, o freio e o acelerador para compensar o problema”, comenta José Quadrelli. 

Certo: Manter pneus mais novos no eixo traseiro sobre o qual o motorista não tem controle. 

Errado: Pneus mais novos na frente. 

Divulgação/Bridgestone
O pneu traseiro está com desgaste maior

Alinhamento e balanceamento

O alinhamento e o balanceamento são necessários para evitar o desgaste irregular dos pneus e garantir a estabilidade e a melhor dirigibilidade ao veículo. Além disso, aumenta a vida útil do pneu. “Junto com a calibragem, esses dois cuidados podem garantir uma importante sobrevida ao pneu e garantir a segurança de seus ocupantes”, lembra Quadrelli. 

Certo: Alinhar e balancear a cada 10 mil quilômetros, quando há troca de peça da suspensão, desgaste irregular do pneu ou após ter caído em um buraco (forte impacto). 

Errado: Veículo sem alinhamento e balanceamento das rodas. 

Rodízio de pneus

O rodízio dos pneus deve ser feito periodicamente para eqüalizar o desgaste. Como exemplo, em veículos de tração dianteira os pneus dianteiros tendem a se desgastar mais rapidamente que os traseiros e o rodízio periódico fará com que todos os pneus tenham um desgaste mais uniforme, mantendo as suas características iguais. 

Certo: Fazer rodízio dos pneus a cada 8 mil kms (diagonal, a cada 5 mil kms). 

Errado: Não fazer rodízio.

Limpeza dos pneus

Ao lavar o veículo, o aconselhável é apenas fazer a lavagem com água e sabão. “É muito importante evitar o contato com produtos derivados do petróleo, mesmo ao abastecer o veículo em postos de gasolina” informa o Gerente da Bridgestone Firestone. “Se houver contato dos pneus com qualquer tipo de solvente, é importante lavar o pneu com água e sabão”. 

Certo: Limpar lateral do pneu com água e sabão. 

Errado: Limpar lateral do pneu com produtos derivados de petróleo (pneu pretinho), pois deteriora a borracha. 

Divulgação/Bridgestone
O correto é lavar os pneus só com água e sabão


Divulgação/Bridgestone
Passar "pretinho" no pneu é errado

Direção correta

Evite manobras imprecisas que possam encostar ou raspar o pneu em guias, isso causa desgaste e alto risco de ranhuras e cortes no pneu. “A história das competições automobilísticas comprovam que os grandes campeões tinham, antes de tudo, a virtude de conseguir conservar seu equipamento e seus pneus para chegar à frente ao final da prova”, lembra Quadrelli. 

“Essa mesma prática deve ser adotada no nosso dia-a-dia. Uma batida em um guia, buraco ou lombada poderá significar um dano irreversível ao pneu”. É importante manter uma direção segura sem frenagens bruscas e manobras radicais. 

Certo: Evitar subir na guia, ou encostar a roda e subir vagarosamente. 

Errado: Subir em guias sem cuidado, principalmente com o veículo pesado ou com pressão baixa. Direção agressiva, atacando curvas, lombadas, guias. Frear bruscamente e desnecessariamente – deixar pneu “quadrado”. 

Divulgação/Bridgestone
Carro “empurrando” a roda na guia

Sobrecarga

A capacidade de carga do pneu recomendada pelo fabricante deve ser respeitada para evitar que o excesso de peso traga desgaste irregular do pneu, maior probabilidade de danos ao pneu (furo, estouro), além de diminuição da dirigibilidade do veículo. 

“Ajuste a pressão ao valor recomendado pelo fabricante do veículo, sempre que carregar o carro e, novamente, quando ele estiver descarregado”, alerta o Gerente da Bridgestone Firestone. 

Certo: Obedecer às especificações de limite de carga do fabricante. 

Errado: Sobrecarga do veículo. 

Divulgação/Bridgestone
Carro pesado, cheio de passageiros e com bagagem em cima do carro

Manual do proprietário

As indicações do manual do proprietário do veículo devem ser seguidas, uma vez que são as recomendadas pelos engenheiros que desenvolveram o projeto do carro e que indicam as orientações mais adequadas para o melhor uso do veículo. 

“As condições gerais de um veículo terão impacto direto no desgaste dos pneus”, lembra Quadrelli. “Carro desequilibrado e mal conservado é sinônimo de vida curta para os pneus”, alerta. 

Certo: Obedecer às manutenções indicadas no manual do proprietário. 

Errado: Não fazer manutenção preventiva do veículo. 

Conserto de pneus

O conserto dos pneus deve ser feito definitivamente e a quente. Consertos provisórios como denominado “macarrão” é apenas provisório e pode trazer danos aos pneus em curto prazo. 

“Tem sido alarmente o número de consumidores que rodam indefinidamente com um conserto provisório”, informa Quadrelli. “que pode se desprender a qualquer instante com conseqüências imprevisíveis para o pneu, bem como para o carro e seus ocupantes. 

Certo: Conserto a quente

Errado: Conserto de furos inadequado e provisório (macarrão/a frio)

Fonte:  CPRv